quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Entrevista com Melanie C publicada hoje

Veículo: Jornal A Gazeta (ES)

Garota papo firme

23/12/2009

Tatiana Wuo

Na metade dos anos 90 elas eram as cinco garotas mais cobiçadas da indústria da música. Cantavam e dançavam um pop açucarado que contagiou o mundo. Cada uma do seu jeito, as Spice Girls conquistaram fãs em várias partes do globo e uma fama que lhes rende destaque até hoje, quase 15 anos depois do seu auge.

Da separação até a recente reunião para um show, há dois anos, Emma Bunton, Geri Halliwell, Melanie B, Melanie C e Victoria Beckham continuam produzindo material para o mercado fonográfico, como é o caso de Mel C, apelidada de "Sport Spice".

A cantora acaba de lançar seu primeiro DVD ao vivo, "Live Hits", gravado no The Bridge, em Londres, com repertório que passeia pelos discos "Northern Star" (1999), "Reason" (2003) e "Beautiful Intentions" (2005), que juntos já venderam mais de quatro milhões de cópias.

Além disso, ela coloca nas prateleiras brasileiras o inédito "This Time", quarto álbum solo que traz canções produzidas e arranjadas por nomes como Stephen Hague (que trabalhou com New Order e Pet Shop Boys), Steve Mac (Leona Lewis e Kelly Clarkson) e Peter-John Vettese (Simple Minds e Bee Gees).

Em entrevista por telefone ao Caderno 2, direto de Londres, a eterna Spice Girl conversou sobre produção, música, e não descartou uma possível volta das meninas.

Como foi o processo de produção deste disco?
Foi muito divertido fazer meus dois últimos albuns, porque eles foram lançados pelo meu próprio selo. Então eu tive muita liberdade na hora de fazê-los e pude, criativamente, fazer o que eu quis, em qualquer estilo. Neste disco eu quis fazer algo mais suave, com mais baladas e músicas acústicas. Foi legal ter a minha banda tão envolvida neste processo.

Você é compositora também. O que lhe inspira?
Eu sempre amei música, desde que eu era muito jovem, amava como eu me identificava com as canções. Sempre quis escrever músicas. Comecei quando eu tinha 15 anos. Hoje, inspiração para mim é a vida, o que acontece comigo e com as pessoas que estão ao meu redor. É muito bom poder expressar minhas emoções através da música.

Você atualmente está em cartaz com um musical, não é?
Sim. Estou em cartaz em Londres, no West End. Atuo numa peça chamada "Blood Brothers", que tem muitas canções. Na verdade é uma história antiga, mas que se passa em Liverpool, de onde eu sou. É sobre uma família operária que sofre uma tragédia. É uma história triste, muito emocionante e que tem sido uma enorme experiência para mim.

No DVD ao vivo, você parece estar se divertindo no palco...
Eu amo estar no palco. É o meu lugar favorito no mundo. Mesmo que às vezes eu cante músicas mais tristes, ser capaz de interpretar e fazer as pessoas curtirem a música é uma coisa que me deixa muito feliz.

O que você gosta de ouvir em casa?
Eu escuto coisas de vários estilos, mas gosto muito de bandas de rock como Foo Fighters, Queens of The Stone Age e Red Hot Chilli Peppers. Também ouço Amy Winehouse, James Morrison.

Conhece alguma música brasileira?
Eu provavelmente conheço algum samba, mas não muito bem. Espero visitar o Brasil no ano que vem e, com certeza, vou descobrir alguma coisa quando estiver aí.

Com o grupo Spice Girls você obteve sucesso mundial. Quais são as lembranças desse período?
Tenho ótimas lembranças. Nós tivemos momentos incríveis quando tudo aconteceu pela primeira vez, na metade dos anos 90. Há dois anos, quando nos reunimos e fizemos turnê juntas de novo, foi tudo fantástico.

É possível uma volta?
Eu espero que sim. Me diverti muito com as garotas, mas definitivamente estamos todas muito ocupadas agora. A Emma tem um programa de rádio aqui na Inglaterra, Geri está escrevendo muito, Victoria sempre ocupada com sua moda e Melanie apresenta um programa de TV. Nós todas estamos bem ocupadas, mas espero uma reunião em breve.

E com a carreira solo? É possível fazer show no Brasil?
Está nos meus planos. Estou tão empolgada com o álbum novo e com vontade de mostrá-lo... Agora estou mais envolvida com o meu projeto no teatro, que deve ir até o final do ano. Mas minha intenção é em breve voltar aos shows, aos palcos.

Veja e ouça

Melanie C

DVD Live Hits
LAB 344. 20 faixas
Quanto: R$ 40, em média

Melanie C

This Time
LAB 344. 14 faixas
Quanto: R$ 18, em média

Garotas apimentadas

Começo
O grupo britânico Spice Girls surgiu em 1993, formado por Emma Bunton, Geri Halliwell, Melanie B, Melanie C e Victoria Beckham. Tornou-se conhecido em 1996 com o primeiro single, "Wannabe".

Sucesso
Com apenas três álbuns gravados, "Spice", "Spiceworld" e "Forever", o grupo vendeu mais de 55 milhões de discos, tornando-se a banda pop e girlband mais famosa mundialmente de todos os tempos, e recordista de vendas.

Crise
Após a demissão do empresário Simon Fuller e a saída de Geri Halliwell do grupo, em 1998, as Spice Girls passaram algumas conturbações, retornando apenas em 2000 com o terceiro álbum, "Forever". Em 2001 o grupo dissolveu-se definitivamente, seguindo, cada integrante, sua própria carreira musical distinta.

Reunião
As meninas voltaram a se reunir com a formação original em 2007, para gravar o disco "Greatest Hits", com algumas faixas inéditas, e realizar uma turnê mundial, "The Return Of The Spice Girls" (O Retorno das Spice Girls), com seus maiores sucessos. O fim oficial foi no ano passado.

Hits
O grupo coleciona grandes sucessos como "Wannabe", "Holler", "2 Become 1", "Say You'll Be There", "Viva Forever" e "Spice Up Your Life".

Mel C
A cantora tem uma carreira solo bem-sucedida com quatro álbuns lançados. O mais recente, "This Time", saiu em 2007 na Europa pelo selo independente da própria Melanie. A edição brasileira inclui a música "Fragile", b-side original do single "The Moment You Believe", e a gravação (bônus) de "Want Candy" (1965), canção-título da comédia britânica estrelada por Carmen Electra.

domingo, 20 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Melanie C em Manaus

Saiu hoje no Jornal A Crítica a matéria com a Melanie C.
Confira abaixo:


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Veja Recomenda > Sonic Youth e Cat Power

Revista VEJA recomenda os discos "The Eternal" (Sonic Youth) e "Jukebox" (Cat Power) na edição 2143, páginas 208 e 209:


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Jornal A Crítica publica entrevista com A-ha

Conhecido jornal de Manaus, A Crítica, publica entrevista com Mags falando sobre carreira e o último álbum "Foot of Mountain" da banda. Clique na foto para acessar a matéria.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Outdoors do A-ha nas ruas do Rio!

Já estão nas ruas Haddock Lobo e Presidente Vargas os outdoors de divulgação do último álbum do a-ha, "Foot of the Mountain"


Entrevista do a-ha para o Jornal de Brasília

Jornal de Brasília conversa com tecladista do A-Ha sobre o fim da banda


09/12/2009

A forte onda dos anos 80 dá sinais de que está perto do seu fim e, junto com ela, uma das bandas que mais influenciou o pop mundial e ajudou a moldar as tendências de moda, cultura e música daquela década. A-Ha, grupo norueguês formado por Magne Furuholmen (teclado), Morten Harket (vocal), e Paul Waaktaar-Savoy (guitarra), são os criadores de sucessos como Take On Me, You Are The One. No entanto, eles resolveram que o tempo de fazer discos juntos passou. O álbum Foot of The Mountain, lançado neste ano, é o último. Este trabalho também vem junto com a turnê de despedida, que será das maiores. Só no Brasil, ela passará por mais de cinco cidades. Com tanta importância para o mundo pop, o Jornal de Brasília não podia deixar passar em branco, e conversou com Magne Furuholmen para fazer um balanço da carreira da banda.

JBr - Como é promover um CD novo, quando a banda anunciou que vai acabar?
Magne - Nós anunciamos que este será o nosso o último álbum e nossa turnê de despedida, então a banda continua normalmente até o dia 4 de dezembro de 2010, quando vamos fazer nosso último show em Oslo, Noruega. Nós temos um ano bem longo pela frente e uma das turnês mais pesadas que já fizemos, desde os anos 80. Logo, promover este disco se parece exatamente como qualquer outro álbum. Nós passamos muito tempo nos dedicando para torná-lo o melhor possível. Uma vez que decidimos que a não iríamos mais gravar discos juntos, como uma banda, tivemos que decidir quando dizer adeus e se faríamos uma última turnê de celebração com nossos fãs pelo mundo. Por isso que o anuncio culminou com a divulgação do CD.

JBr - A recepção do disco foi muito boa, vocês esperavam isso?
Magne - Essa recepção boa da crítica nos pegou de surpresa. É o final perfeito, ao invés de se desmanchar como uma banda que vendeu muitos discos e não tem nada mais além disso. Esse álbum realmente me dá a oportunidade de celebrar o fim de A-HA como uma grande banda.

JBr - Porque vocês resolveram acabar a banda?
Magne - Acho que foi um reconhecimento do tanto de tempo que nos leva para fazer um disco. Nós temos 25 anos juntos com uma jornada maravilhosa. Desde que éramos os três garotinhos de Oslo que sonhavam em conquistar o mundo com a música. Acho que muitas bandas continuam juntas mesmo que as motivações não sejam as melhores. Elas são lembradas pelo trabalho que fizeram e não pelas desculpas que usam para continuar tocando em lugares meio cheios, ficando velho e fazendo isto pelo dinheiro. Eu não queria que o A-HA se tornasse uma dessas bandas. Eu vejo muito talento no nosso trabalho para continuar, mas temos nossas diferenças em relação à banda e não é fácil fazer as coisas darem certo sempre. É muito trabalhoso ser parte de um grupo como o A-HÁ. Penso que poderia usar meu tempo de uma maneira mais proveitosa. É saudável voltar ao ponto zero. Achamos que deveríamos apenas celebrar uma longa carreira e terminar enquanto estamos no topo, ao invés de desaparecer.

JBr - O que você pretende fazer daqui para frente?
Magne - Eu gosto de estar envolvido com a arte, e vou continuar na música. Gosto de fazer parcerias, e ainda mais com quem reconhece o prazer do trabalho em grupo. Uma das coisas que estou animado é um projeto de arte, ciência e música. É baseado em um formato livre para pessoas que obtiveram sucesso em outras situações e agora querem provar algo fora da fórmula, com menos bagagem e limites. Todos são integrantes de outras bandas, tem um do Coldplay, um de um banda holandesa, o produtor do Jason Mraz. Ter parcerias fora da banda é bom. Mesmo durante o A-HÁ, nós tivemos nossas carreiras solo.

JBr - Qual o legado de A-HA para a música mundial e norueguesa?
Magne - Acho que deixamos um legado um pouco estranho. Nós começamos na cabeça das pessoas apenas como uma banda pop que foi perseguida por muitas meninas que nos deram status de fenômeno. Ao mesmo tempo, fizemos músicas que tinham significado para muita gente, como os irmãos Gallagher, do Oasis. Os integrantes do U2 disseram que o A-HA foi subestimado como banda. Acho que muitos nos viam apenas como um fenômeno, e isso nos frustrava e entristecia porque nossa música não era falada. Sempre que éramos entrevistados era sobre fama, boa aparência, ou qualquer outra coisa. Isso nos incomodava. Quando voltamos em 2000, uma das coisas mais gratificantes foi perceber que a atitude em relação à banda havia mudado e estava bem mais de acordo com o que pensávamos. Acredito que o A-HA deixou para trás um tempo considerável de definição da música pop. Nós ajudamos a moldar os anos 80 musicalmente por mal gosto em roupas (risos). Somos também uma banda que, com 25 anos, ainda conseguiu fazer um disco relevante, que trouxe um olhar diferente. É a deixa perfeita para pular fora (risos).

JBr - Quais são as melhores lembranças das turnês no Brasil?
Magne - São tantas, é difícil dizer uma. O Brasil foi uma injeção de auto-estima em nossa carreira. Havíamos feito a primeira turnê ao redor do mundo, e o encanto com a banda estava diminuído entre o terceiro e o quarto disco. Então fomos para a América do Sul e descobrimos uma aproximação totalmente diferente em relação à banda e nossas músicas. Ficamos muito contentes com essa injeção de confiança que nos deram. Nunca consegui entender o que fez os brasileiros abraçarem o A-HA. Nós éramos noruegueses de um país gelado do norte. Mas aí, penso que tem a ver com a paixão. Quero dizer os brasileiros são pessoas passionais, e eu acho que eles reconheceram uma paixão em nossas músicas. É uma conexão inusitada entre a atitude melancólica escandinava para a vida e a sensualidade e o calor sul-americano. Mesmo sendo forças opostas, dividem um laço com a paixão.
Da redação do Jornal de Brasília